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Postado em: 26/05/2013 às 10h19 Fonte: Viva Mais
Mastectomia preventiva: entenda por que Angelina Jolie retirou os seios

A revelação da atriz Angelina Jolie ao jornal The New York Times, de que realizou uma mastectomia dupla preventiva, ou seja, removeu os dois seios para diminuir o risco de desenvolver câncer de mama no futuro, provocou polêmica. Angelina não está doente, mas se submeteu à cirurgia após um teste genético indicar que ela carrega um gene defeituoso, o BRCA 1. O gene faz com que suas chances de ter câncer de mama e de ovário sejam maiores do que as das mulheres que não o possuem. A atriz tomou a iniciativa de descobrir se tinha o gene porque tem um histórico de câncer de mama na família – sua mãe morreu aos 56 anos, depois de dez anos de luta contra a doença. Mas será que a retirada total de seios perfeitamente saudáveis foi uma escolha razoável?

A mastectomia preventiva é uma tendência americana, que surgiu em meados dos anos 90, quando cientistas descobriram que uma mutação nos genes BRCA 1 e BRCA 2 apresentava forte relação com o câncer de mama. “Os genes causam defeito numa proteína supressora de tumores, deixando as pessoas mais suscetíveis ao seu desenvolvimento”, explica o médico oncologista Ricardo Caponero. A verdade é que basta ser do sexo feminino e viver até os 80 anos para ter — pasme — 10% de chance de desenvolver o tumor. Agora, entre as que apresentam alterações genéticas, como Angelina, a probabilidade pula para 87%! Para verificar a presença dos genes defeituosos, basta um teste genético simples, com amostra da saliva ou de sangue, por exemplo.

Reconstrução da mama com silicone
Para quem descobre que carrega genes que levam a essa doença tão séria — o câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil —, a idéia de cortar o mal pela raiz . Afinal, a mastectomia preventiva tem uma eficácia que chega a 92%. Significa que apenas 8 em cada 100 mulheres que retiram a mama têm o câncer mais tarde. Mais: a cirurgia plástica e as próteses de silicone evoluíram e os resultados estéticos estão cada vez melhores. “Hoje, a pele, os mamilos e as aréolas são preservados na maioria dos casos”, explica mastologista Diógenes Basegio. A cicatriz é mínima. E, mais importante: o risco de ter câncer de mama cai drasticamente, de 87% para 5%. Ou seja, depois da cirurgia, quem carrega o gene defeituoso tem menos chance de ter um tumor do que quem não o carrega.

Decisão delicada

Mesmo assim, os médicos só sugerem a operação depois de descartarem todos os tratamentos e analisarem a relação custo/benefício.
A cirurgia em si não é complicada. A de Angelina durou oito horas e em poucos dias ela saiu do hospital e retomou a sua rotina.
Mas há vários efeitos colaterais: perda da sensibilidade nos seios e impossibilidade de amamentar (já que as glândulas mamárias são removidas). Por isso, o melhor é que a mulher tenha entre 40 e 50 anos, idade em que provavelmente já tem filhos e não amamenta mais. Outro risco da técnica é o de as mamas ficarem frias devido à remoção de veias e dos vasos sanguíneos.
Apesar desses efeitos, o dr. Caponeto concorda com a decisão de Angelina. “Ela tem 37 anos, já teve filhos, conversou com a família. No caso dela, o risco é muito grande para se correr. É como sair de casa sabendo que você tem 87% de chance de ser atropelado.”.

Plano B, C...

A cirurgia não é a única arma para evitar o tumor. “Existem terapias hormonais que podem diminuir em até 70% os riscos”, ressalta o dr. Basegio. Ser examinada com maior freqüência é a saída menos radical, mas requer disciplina. Para ir ao ginecologista a cada seis meses, e fazer, se ele pedir, ressonância magnética,
mamografia e ultra-sonografia todo ano, antes mesmo dos 40 anos. Assim, quando o tumor aparecer (se ele aparecer), estará tão pequeno que poderá ser eliminado sem a necessidade de extirpar toda a mama. O mastologista Eduardo Vieira da Motta reforça: “Não são todas as mulheres com a mutação nos genes BRCA 1 e BRCA 2 que deverão ter a doença”. Além disso, a presença da mutação no gene não é condição para o seu surgimento, pois 70% das pessoas que têm câncer de mama não possuem o gene defeituoso.


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